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Academia da Força Aérea (AFA)

"Os constantes e pacienciosos treinamentos em tempos de paz, em
Pirassununga, permanecem, e, nesta terra bandeirante, por muitos e muitos anos hão de
permanecer formando o Oficial Aviador, o Oficial de Intendência e o Oficial de Infantaria
da Aeronáutica."
OFICIAIS FORMADOS
Desde sua criação - 1941 - a Academia da Força Aérea formou, até 1999:
| Oficiais Aviadores |
5.187 |
| Oficiais Intendentes |
1.604 |
| Oficiais Infantes |
226 |
| Oficiais de Nações amigas |
170 |
Os estrangeiros estão assim separados:
| Bolívia |
13 |
Colômbia |
01 |
Equador |
03 |
Guatemala |
02 |
Panamá |
05 |
Paraguai |
124 |
Peru |
02 |
Uruguai |
14 |
| Venezuela |
06 |
É neste local que vivem, sonham, preparam-se e realizam seus ideais os
líderes da Força Aérea do amanhã.
Voando aeronaves Fokker T-21, North American T-6, T-23
"Uirapuru", Cessna T-37 (Turbojato), e atualmente os T-25 "Universal"
e T-27 "Tucano", a história nos mostra a participação eficiente desses
homens, heróis profissionais, cujo trabalho e desempenho, sempre pilotando suas máquinas
voadoras, sofisticadas ou não, através do espaço aéreo brasileiro, cumprindo com
orgulho suas missões, o muito que já fizeram e muito que ainda farão nesta difícil
jornada, repleta de sacrifícios, incertezas e contratempos. Na Força Aérea de nossos
dias, só existe lugar para o Oficial-Profissional, que tenha a cultura como suporte de
competência, o entusiasmo como base do espírito do corpo e a responsabilidade como
certeza do cumprimento do dever.
HISTÓRICO
"CADETE DA AERONÁUTICA"
Os alunos da Escola de Aeronáutica eram designados
oficialmente, "Cadetes-do-Ar" e essa designação foi mudada para a atual
"Cadetes-da-Aeronáutica". Embora funcionando a plenos pulmões no Campo dos
Afonsos, já no ano de 1942 ficava evidente que o local, dentro da área do Rio de
Janeiro, então Distrito Federal, não reunia condições, quer topográficas, quer
meteorológicas, para o desenvolvimento de uma Academia do Ar, devendo-se levar em conta,
também, que o tráfego de aviões comerciais e a ausência de campos de emergência na
área impunham sérias limitações à instrução.
CONSTRUÇÃO DA NOVA ESCOLA DE AERONÁUTICA

Por meio do Aviso nº 16, de 23 de janeiro de 1942, foi designada
uma comissão de Oficiais- Aviadores, com a finalidade de escolher um novo local, isento
das limitações do Campo dos Afonsos, para a construção da nova Escola de Aeronáutica.
Entre os vários cogitados, foi selecionado o interior do Estado de São Paulo. Nessa
área, a seleção girou em torno das cidades de Campinas, Pirassununga, Rio Claro e
Ribeirão Preto. A escolha de Pirassununga foi devido à excepcionais características
topográficas da área oferecida (o local denominava-se Campo Alto, a leste da cidade).
Ainda durante a II Guerra Mundial, era iniciada a construção dos primeiros hangares da
nova Escola de Aeronáutica.
No ano de 1949, o Ministério da Aeronáutica designou uma comissão
para apresentar um projeto sobre a nova Escola, vindo a resultar na criação da Comissão
de Estudos e Construção da Escola de Aeronáutica - CECAFA - que recebeu a incumbência
de submeter à aprovação do Ministro da Aeronáutica a proposta de atualização do
projeto da Escola, bem como providenciar e fiscalizar a sua construção. A 17 de julho de
1956, foi nomeada nova comissão para elaborar o projeto definitivo da Escola, que deveria
atender a duas fases: mudança, para Pirassununga, do último ano do Curso de Formação
de Oficiais Aviadores e mudança completa da Escola.
DESTACAMENTO PRECURSOR DA ESCOLA DE AERONÁUTICA
A 17 de outubro de 1960, é inaugurado o
Destacamento Precursor de Aeronáutica, durante as festividades da Semana da Asa, com a
presença do Exmo. Sr. Ministro da Aeronáutica, Ten.-Brig.- do-Ar FRANCISCO DE ASSIS
CORRÓA DE MELLO, o Governador do Estado de São Paulo e outras autoridades, sendo o seu
primeiro Comandante o Major Aviador Aloysio Lontra Netto.
AS INSTALAÇÕES
As instalações eram poucas e precárias, havendo
apenas dois hangares. Os alojamentos, cassinos e instalações de infra-estrutura eram em
sua maioria concentradas onde hoje está situada a Seção de Apoio. A pista ficava no
mesmo sentido atual, contudo de menores dimensões, e era de grama.
O CURSO DE FORMAÇÃO
O Curso completo de formação tinha duração de
três anos. Os dois primeiros eram realizados no Campo dos Afonsos, onde os Cadetes voavam
aviões Fokker T-21 e T-22, para o treinamento básico e avançado.
AS DIFICULDADES
As dificuldades enfrentadas eram muitas. Os Cadetes
não gostavam do último ano no Destacamento, pelo fato de estarem acostumados ao conforto
e à comodidade que lhes proporcionava a cidade do Rio de Janeiro. Os professores vinham
do Rio de Janeiro para ministrar aqui as suas aulas e as provas que, embora realizadas em
Pirassununga, eram totalmente elaboradas e confeccionadas nos Afonsos. Para ministrar a
Educação Física, todas as semanas chegava de avião um grupo de monitores do Rio de
Janeiro.
MUDANÇA DE NOME
O ano de 1968 seria coroado com a chegada das
aeronaves a jato T-37C, que marcariam o início de uma nova era. No dia 09 de setembro,
era realizado o primeiro vôo de instrução de Cadetes naquela aeronave. A 10 de julho de
1969, a Escola de Aeronáutica passou a denominar-se ACADEMIA DA FORÇA AÉREA, e, em
decorrência, o Destacamento passou a denominar-se Destacamento Precursor da Academia da
Força Aérea.
MUDANÇA DEFINITIVA PARA PIRASSUNUNGA
No ano de 1971, a Academia da Força Aérea é
definitivamente transferida do Campo dos Afonsos para Pirassununga, sendo o seu primeiro
comandante o Brigadeiro-do-Ar Geraldo Labarth Lebre. Nessa época, o Corpo de Cadetes já
havia sido transferido para o prédio do atual 4º Esquadrão, onde ficavam os Cadetes dos
dois últimos anos.
PRIMEIRA FORMATURA DE ASPIRANTES NA NOVA ACADEMIA
No mês de dezembro de 1972, foi realizada a
primeira formatura de Aspirantes na nova Academia, em Pirassununga, já denominada de
Campo Fontenelle. Com a desativação do avião T-37C, no ano de 1979, a Academia da
Força Aérea passou a empregar o T-25 "UNIVERSAL" na instrução avançada,
mantendo o T-23 "UIRAPURU" na instrução primária e básica, aeronave
utilizada desde o ano de 1970. Em 1984, a AFA empregou o T-25 na instrução primária e
básica e, a partir de 1985, utilizou o novo avião de fabricação nacional T-27
"TUCANO" na instrução avançada.
A Academia da Força Aérea, além do Oficial-Aviador, passou, a partir
de 1975, a formar também o Oficial Intendente, pois estas duas atividades se
complementam: a aviação é a atividade-fim, enquanto que a Intendência é a máquina
administrativa e burocrática que proporciona o funcionamento eficaz da atividade aérea.
Em 1982, é iniciado, na Academia da Força Aérea, o Curso de Formação de Oficiais de
Infantaria da Aeronáutica, responsáveis por ações de apoio operacional e segurança,
formando os primeiros Aspirantes no ano de 1984, passando a Força Aérea Brasileira a
contar com três quadros de Oficiais formados pela AFA.
Participam, ainda, dos Cursos de Formação de Oficiais da Academia da
Força Aérea militares de países amigos, cuja matrícula se processa através de acordos
diplomáticos com esses países. O Cadete atual, submetido a um currículo mais abrangente
em seu ensino científico e técnico, com equipamentos mais modernos e aeronaves mais
atualizadas, deixa a Academia com uma bagagem mais enriquecida e com melhores condições
de desempenhar as suas missões como oficial.
MISSÃO DA AFA
A missão da Academia é forjar homens,
desenvolvendo, incentivando e aprimorando, em cada cadete, os atributos intelectuais,
morais e físicos, de forma a obter-se, como produto final desse treinamento, oficiais
capazes e eficientes, em condições de tornarem-se os verdadeiros líderes de uma moderna
força aeroespacial.
A Academia da Força Aérea é um estabelecimento de ensino de nível
superior que integra o sistema de formação e aperfeiçoamento do pessoal do Ministério
da Aeronáutica. Subordinada diretamente ao Departamento de Ensino da Aeronáutica
(DEPENS), sua finalidade é a formação, em nível superior, dos Oficiais da Ativa da
Força Aérea Brasileira dos quadros de Aviadores, Intendentes e de Infantaria.
Os ensinamentos morais, científicos, militares e
técnico-especializados são ministrados por oficiais dos diversos quadros da Força
Aérea e por professores civis, de acordo com uma seqüência baseada em modernos moldes
pedagógicos coordenados pela Divisão de Ensino da Academia. Da instrução participam,
ainda, oficiais das demais Forças e professores convidados.
Localização
A Academia da Força Aérea fica localizada na
cidade de Pirassununga, cidade do interior do Estado de São Paulo, situada a 200 km da
capital, 100 km ao Norte de Campinas e 100 km ao Sul de Ribeirão Preto, às margens da
Rodovia Anhanguera.
AS OPERAÇÕES AÉREAS
Em Pirassununga, as operações aéreas continuaram
e ainda em 1964, mais precisamente no dia 21 de junho, uma esquadrilha de quatro aviões
North American T-6 abrilhantou as festividades da cidade de Aguaí, por ocasião da
abertura da campanha "Ouro para o bem do Brasil". A 06 de agosto de 1964, por
ocasião do aniversário da cidade de Pirassununga, a Esquadrilha da Fumaça fez sua
demonstração sobre a cidade.
A 16 de outubro do mesmo ano, a Divisão de Instrução fez deslocar em
vôo de formatura, 24 aviões T-6, para participarem da comemoração da Semana da Asa em
São Paulo. Em 30 de março de 1965 ocorreu o primeiro acidente com a aeronave T-6, nº
1223, pilotada pelo Cap.-Av. Heraldo Fernandes Coutinho, tendo como aluno o Cadete Mauro
Borges de Campos, ocorrendo em conseqüência a morte do Capitão. O Cadete saltou de
pára-quedas. O primeiro salto de pára-quedas foi realizado no dia 10 de abril de 1965,
logo após ter ocorrido o acidente; nessa oportunidade saltaram o Cap.-Av. Vinicius de
Oliveira Penteado e mais 95 Cadetes do 3º ano. A 25 de junho de 1965 foi procedido o
Juramento à Bandeira da 1º Turma de Recrutas.
As atividades aéreas continuaram e, a 13 de outubro de 1967, pousou em
Pirassununga a 1ª Esquadrilha de jatos T-37C, Turbojato, para servir na instrução de
Cadetes. A Esquadrilha de 05 aviões era comandada pelo Ten.-Cel.-Av. Jair Feitosa. A 10
de setembro de 1968, foi oficialmente iniciada a instrução de Cadetes em aeronave Cessna
T-37; nesta cerimônia compareceu o Exmo. Sr. Marechal-do-Ar Márcio de Souza Mello,
Ministro da Aeronáutica.
No dia 19 de junho de 1969, a Escola de Aeronáutica recebeu, pela
primeira vez, a visita de um Presidente da República, Exmo. Sr. Marechal Arthur da Costa
e Silva. O motivo da visita foi verificar as obras que aqui se desenvolviam.
Por Decreto de 10 de julho do mesmo ano, a Escola passou a denominar-se
Academia da Força Aérea e, por determinação do Exmo. Sr. Ministro Márcio de Souza
Mello, o destacamento passou a ser denominado: "Destacamento Precursor da Academia da
Força Aérea". No dia 06 de março de 1970 foram recebidas as
primeiras aeronaves T-23 "Uirapuru", de fabricação nacional e, no dia 16 do
mesmo mês, o Cap.-Av. Fernando Motta realizou com o aluno Mowan Luiz Müller, o primeiro
vôo de instrução.No dia 29 de setembro de 1971 tornou-se pública a mudança definitiva
para Pirassununga da Academia da Força Aérea e extinção do Destacamento Precursor.
A 23 de outubro de 1971 ocorreu a transferência definitiva da Academia
da Força Aérea para Pirassununga. A 30 de novembro de 1971 a AFA entrega Diplomas e
"Brevets" a Cadetes da Força Aérea Equatoriana, por conclusão do Curso de
jato em aeronave T-37C. A 21 de outubro de 1972 foi criado o Clube de Aeromodelismo da
Sociedade de Cadetes da Aeronáutica (SCAer). A 23 de julho de 1976, a AFA recebeu 10
planadores TZ-13 Blanik, destinados às atividades do Clube de Vôo à Vela, cuja
inauguração se deu no dia 12 de novembro de 1976. No dia 31 de março de 1981, a
úlitima aeronave T-37C foi recolhida ao Parque de Material Aeronáutico de São Paulo, a
fim de cumprir processo de desativação. Esta aeronave foi pilotada pelo Brig.-do-Ar Max
Alvim. A 21 de abril de 1982 foi inaugurado o Pavilhão Aeronáutico, a fim de tornar mais
prática e elucidativa a instrução técnico-especializada do Cadete.
A 29 de setembro de 1983 foi realizada na AFA a cerimônia de
recebimento da aeronave T-27 "Tucano", quando o Ten.-Brig.-do-Ar Délio Jardim
de Mattos, Ministro da Aeronáutica, entrega a aeronave ao Maj.-Brig.-do-Ar Lauro Ney
Menezes, Comandante do Comando Geral do Pessoal (COMGEP). A 01 de junho de 1984, foi
realizada a cerimônia de desativação da aeronave T-23 "Uirapuru". A 06 de
agosto de 1985 a AFA inaugura o seu Pavilhão de Armamento Aeroespacial com a finalidade
de aprimoramento da instrução dos Oficiais combatentes. Iniciou-se no dia 03 de agosto
de 1985 o vôo de planador para Cadetes do 1º ano, visando facilitar a instrução aérea
na aeronave T-25 "Universal".No dia 19 de fevereiro de 1991 a AFA recebeu o
primeiro dos seis simuladores de vôo de T-27 "Tucano" projetado e desenvolvido
para atender ao treinamento básico de vôo.
No dia 02 de março de 1991, o Esquadrão de Demonstração Aérea
(EDA), popularmente conhecido como "Esquadrilha da Fumaça", estreou nos céus
da AFA a sua nova demonstração aérea, coincidindo com o salto de pára-quedas de
Cadetes do 1º ano.No período de 20 a 24 de maio de 1991 a AFA foi a sede do 1º Grupo de
Aviação de Caça (GAvCa), que operam aeronaves F-5E "Tiger", avião
supersônico de fabricação americana. E, diante das dificuldades, no constante e
paciencioso treinamento nos tempos de paz, a Academia da Força Aérea, em Pirassununga
permanece, e, nesta Terra Bandeirante, superando as dificuldades dos tempos atuais,
continua formando, dentro do programa da Força Aérea Brasileira, os futuros pilotos
militares, preservando os seus valores morais e espirituais, capazes de perpetuar a nossa
liberdade e soberania.
CADETES
AVIADORES
Os cadetes aviadores iniciam a instrução aérea no
1º semestre da 2ª série, voando o T-25 "UNIVERSAL", avião de instrução
primária /básica de fabricação nacional, e, nessa aeronave, voam cerca de 75 horas. Na
4ª série, os cadetes realizam a sua instrução na aeronave T-27 "TUCANO",
turboélice de instrução avançada, também de fabricação nacional, no qual voam cerca
de 125 horas. Nessas aeronaves, os Cadetes desenvolvem as qualidades individuais de
pilotos militares, dominando o avião em manobras de precisão, acrobacias, vôos de
formatura e por instrumentos. Dessa forma, preparam-se para empregá-lo em futuras
operações de combate, o que se verificará, após os quatro anos acadêmicos, em Natal
(RN), como Aspirantes-a-Oficial-Aviador.Aerodinâmica, Propulsão a Jato, Navegação
Aérea, Tráfego Aéreo, Inglês Técnico e Meteorologia completam o currículo
técnico-especializado do Curso de Formação de Oficiais Aviadores.
INTENDENTES
Os Cadetes Intendentes estudam em laboratórios de
administração e intendência, onde aprendem a ciência e a tecnologia moderna da gestão
econômico-financeira e dos serviços especializados de intendência, preparando-se assim
para as tarefas de um combatente de superfície, integrado ao sistema logístico do
Comando da Aeronáutica. Após quatro anos acadêmicos, são declarados
Aspirantes-a-Oficial e começam a desempenhar suas atividades administrativo-operacionais
nas diversas Organizações do Ministério da Aeronáutica, distribuídos por todo o
território nacional. O Curso de Formação de Oficiais Intendentes é, atualmente, o
único que aceita matricula de cadetes do sexo feminino na AFA.
INFANTES
Os cadetes Infantes estudam Métodos de Defesa e
Segurança das Instalações Militares, Emprego de Defesa Antiaérea de Aeródromos e
Sítios, Comando de Frações de Tropas e de Equipes Contra-Incêndio, Legislação
Militar, Emprego de Armamento, Serviço Militar e Mobilização, entre outras. A
instrução de Pára-quedismo é ministrada com o objetivo de capacitá-los ao desempenho
de missões de ataque e resgate. Após quatro anos de formação acadêmica, são
declarados Aspirantes-a-Oficial e começam a desempenhar suas atividades operacionais de
combatente terrestre, como elemento-chave do Sistema de Defesa do Comando da Aeronáutica,
em todo o território nacional.
CURSOS
Atualmente, funcionam na academia os seguintes
cursos: Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAv), Curso de Formação de Oficiais
Intendentes (CFOInt) e o Curso de Formação de Oficiais de Infantaria (CFOInf), todos com
duração de quatro anos. Ao ser matriculado, o jovem recebe as regalias e as
responsabilidades inerentes à situação de Cadete. CORAGEM, LEALDADE, HONRA, DEVER e
PÁTRIA constituem o Código de Honra do Corpo de Cadetes da Aeronáutica.
Os ensinamentos morais, científicos, militares e
técnico-especializados são ministrados por professores civis, instrutores militares e
monitores, seguindo uma seqüência de instrução dentro de modernos moldes pedagógicos
coordenados pela Divisão de Ensino da Academia, juntamente com o Corpo de
Cadetes.Matemática, Cálculo Diferencial e Integral, Geometria Descritiva, Informática,
Eletricidade, Mecânica, Física, Química, Desenho Técnico, Língua Portuguesa, Inglês,
Psicologia, entre outras disciplinas de nível universitário, dão o embasamento cultural
necessário à formação acadêmica de futuros Oficiais Aviadores, Intendentes e de
Infantaria. Educação Física e Instrução Militar são ministradas diariamente, dentro
de rígidos padrões, em instalações modernas, onde se sobressai a instrução de
Pára-quedismo, de acordo com o Plano de Ensino aprovado pelo Diretor-Geral de Ensino da
Aeronáutica.
LAZER
Os cadetes desfrutam, dentre as atividades de lazer
nos fins de semana, de diversos clubes com atividades dirigidas por eles prórpios e
supervisionadas por Oficiais. Esses clubes recebem suas denominações de acordo com a
atividade que desenvolvem: Clube de Vôo a Vela, Clube de Aeromodelismo, Clube de
Plastimodelismo, Clube de História Militar, Clube de Literatura, Clube de Informática,
Clube de Tiro, Clube das Gerais e Centro de Tradições Gaúchas e Clube de Tradições
Nordestinas.
Os clubes possuem estatuto, são de caráter recreativo, sendo suas
adesões feitas de acordo com o interesse dos Cadetes, e são administrados pelos mesmos
com recursos provenientes de uma pequena taxa paga por cada sócio. O material permanente
é de propriedade do Comando da Aeronáutica. O Clube de Vôo a Vela é, obviamente, o de
maior destaque. O mesmo possui cinco planadores "Blanik L-13", dez
"Quero-Quero", de fabricação nacional, e dois planadores de alta performance
"ASW-20" e "Libelle", tendo ainda dois rebocadores Ipanema. O referido
Clube possibilita aos Cadetes o permanente contato com a atividade aérea, desenvolvendo o
espírito de equipe, de companheirismo, de camaradagem e de confiança mútua entre eles.
TRADIÇÕES
Embora a Força Aérea Brasileira seja a mais jovem das Forças
Armadas do País, sua história é rica em tradições e o culto ao passado é uma forma
de valorizar sua herança de feitos memoráveis.
Entrega dos Espadins
Anualmente, a entrega dos Espadins aos novos Cadetes
é feita em 10 de julho, data em que se comemora o aniversário de criação da Academia
da Força Aérea. O Espadim é o símbolo do Cadete e representa sua primeira conquista na
caminhada para o oficialato. Sua entrega segue um ritual especInstrução Básica Militar.
Ao recebê-lo, o ífico e é procedida após a conclusão do Estágio de Cadete
encontraacadêmica.-se plenamente adaptado à vida
Banho do Lachê
O Cadete, ao iniciar a atividade aérea, passa por
uma forte preparação que envolve aulas teóricas dos diversos sistemas do avião, provas
sobre os procedimentos normais e de emergência e vôos acompanhados pelo Instrutor. Ao
conseguir voar sozinho, ou seja, ao realizar seu primeiro vôo "solo", o mesmo
é recebido pelos colegas que formam um corredor "polonês" que termina no
"Lago do Lachê", onde acontece o "banho do lachê" e a
confraternização. É um momento especial na vida do Cadete e um dos mais significativos
de toda a sua carreira.
Placas nos Parabolóides
A arquitetura da Academia da Força Aérea
impressiona pelas formas modernas e arrojadas e também pela quantidade de concreto
utilizada. Uma de suas formas mais presente na vida do Cadete é o Parabolóide. Uma
estrutura enorme, de concreto, sustentada por uma única coluna, onde hoje são afixadas
as placas das turmas, perpetuando no bronze os nomes de todos que se formam nesta Escola.

É sob os parabolóides que os cadetes entram em
forma diariamente para as mais diversas atividades do seu dia-a-dia. Os parabolóides
ligam o Corpo de Cadetes ao Rancho, ao Cinema e à Divisão de Ensino da AFA. Seus
deslocamentos diários e suas principais formaturas acontecem à sombra dos parabolóides

T-25 Universal, treinador primário básico

T-27 Tucano, treinador avançado

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